A jornada de Journey

Aloha, Aumente o Som!

Vocês podem lembrar de mim [ou não] de alguns podcasts que participei. E, se você ouviu o primeiro deles pode ter percebido como meu estilo é basicamente Hard Rock e Prog Metal.
Na ultima semana iniciei uma re-ouvida na discografica da banda Journey [aquela que faz cover de Glee] e resolvi contar um pouco da trajetória deles.

Journey iniciou sua carreira em 73 [quando Schon saiu da banda do Santana], mas só lançou o primeiro álbum em 75. Esse primeiro lançamento tem um som bem progressivo mas incrivelmente influenciado pelo rock psicodélico.

Neil Schon é uma inspiração de guitarrista [apesar de as vezes eu achar que ele perdeu a empolgação hoje em dia]. E isso é bem perceptível nos 3 primeiros álbuns.
Mas de alguma forma eles ainda achavam que faltava alguém pra ficar na frente, já que o vocalista era o tecladista e não havia destaque. Sim, as bandas precisam de um frontman, mesmo que seja só pelo marketing.
Assim, Perry entrou na banda e mudou tudo. O som ficou mais publico, as baladas chegavam no coração das pessoas, e a voz de Perry foi o elemento possível pra isso acontecer.
Levando em consideração que nessa época eles lançavam um álbum por ano, essa mudança de estilo foi tão drástica que parecia já pensada desde o inicio. E quando Anytime começa você já não tem certeza se ouve Journey ainda. mas aí já é tarde, a música deles já estava grudada na cabeça de todo mundo. Essa mudança foi ótima pra banda que a essa altura estava em todas as rádios do mundo.

Em 1980 Com o lançamento de Departure eles atingiram o ponto alto da banda.

Anyway tinha a empolgação necessária pra se considerar clássica.

Mas não parou tão cedo, em 81 eles fizeram muitos radinhos tocarem no volume máximo com Don’t Stop Believin.

O lançamento do álbum Frontiers, em 83, foi o primeiro a não ser do ano sequente ao anterior. Depois de Don’t Stop Believin acho que eles tiveram que pensar bem nas composições pra não cair de qualidade. Mas eles conseguiram e trouxeram mais sucessos. Nada podia pará-los.

3 anos depois, eles voltaram parecendo que tinham acabado de sair de uma DR [casais sabem do que digo] e aparentemente Perry tinha ganhado essa discussão. Raised on Radio foi o lançamento mais com a cara do Perry. Ele mudou nomes nas musicas, do álbum [era pra se chamar Freedom], direção da banda, demitiu gente… Foi um grande impacto. E o publico sentiu. Pouco, mas sentiu.
Querendo ou não, eles ainda estavam aí e rockin’ como sempre. Ao longo das baladas, principalmente, eles sobreviveram bem às críticas, mas não a si mesmos.

Lembra que eu falei que nada podia pará-los? Pois é.. Pararam.
Não sei se eles pretendiam deixar saudades ou se a criatividade acabou, ou até mesmo se eles não queriam arriscar errar logo depois de tantos acertos. O fato é que depois de Frontiers cada um foi tocar seu próprio projeto. Porém quando voltaram já era um pouco tarde.
10 anos depois as rádios não eram as mesmas. Trial by Fire teve que competir com a Shakira, Oasis, Metallica [Não, Metallica não tava tão bem assim], e Spice Girls.
A ironia é que esse foi que esse álbum foi o unico a não ter turnê. O querido Perry se machucou e não pôde mais cantar. Só que como a recuperação dele estava muito demorada, ele resolveu sair da banda [ou resolveram tirar ele].

Mas apesar de Arrival ter boas músicas já era tarde demais. O, quase temporário, Steve Augeri não segurou as pontas.
O interessante é que com a saída de Perry eles começaram a adotar um som mais Hard Rock do que Melodick Rock.

A revolução chegou com uma adição digna de Rockstar
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Pro lançamento de Revelation eles conseguiram Filipino [vindo direto do youtube], Pineda. Pineda surpreendeu a banda com seus covers. A voz de Pineda tinha o tímbre clássico de Perry e poderia significar uma volta à banda.
Revelation foi um lançamento duplo, em que o segundo disco era só de regravações de músicas clássicas na voz de Pineda. A semelhança é muito grande.

A historia do rapaz é tão interessante que rolou até um documentário chamado Everyman’s Journey.

Eclipse, o álbum mais recente da banda até conseguiu voltar às charts numa posição boa. Mas agora quase ninguém mais favorita Journey no Spotify.

O interessante de toda essa mudança é que a alma da banda ainda ta lá [mesmo que os corpos não estejam completamente], e que apesar de tudo eles ainda tem fãs antigos e novos prontos pra novas experiências que a banda jogar neles.
Outras bandas que tiveram essas mudanças não mantiveram tantos fãs, mas ganharam outros e fizeram suas carreiras baseadas nisso.
Pantera, começou no Glam mas se consolidou no Trash. Karnivool, que mencionei antes pra vocês, foi do Nu Metal ao Progressivo. Linkin Park foi do New Metal ao Pop.
O que importa é não deixar de criar. Evolução acontece pra todo mundo, se você encará-las como um amadurecimento tudo fica mais suave.