Recomendação #2 – Karnivool

Karnivool é uma banda de metal alternativo com uma leve pegada de metal progressivo formada em 1997 na capital da Austrália Ocidental, Perth. É atualmente formada por Ian Kenny nos vocais, Andrew Goddard e Mark Hosking nas guitarras, Jon Stockman no baixo e Steve Judd na bateria. Eles tem dois EPs e três álbuns lançados e ainda surpreendem.

No segundo EP, chamado Persona, eles se mostraram ao mundo no melhor ou não estilo Nu Metal.
Formada logo depois do ensino médio de Kenny e Goddard, eles tinham uma banda cover de Nirvana e Carcass. Até que Kenny apareceu com algumas composições próprias e a banda passou a se chamar Karnivool (Karnivúl). Passaram por algumas mudanças na formação e em 1999 lançaram o primeiro EP que não foi muito bem recebido pelo público. Só em 2001 é que eles lançaram o segundo EP chamado Persona, o qual os deu a vitória no Western Australian State Final of the National Campus Band Competition e vendeu cerca de duas mil cópias.

Em 2004 Goddard escreveu as letras e músicas pra primeiro álbum da banda, Themata, e gravou todas as guitarras e bateria (com exceção da bateria de Lifelike) já que a banda não tinha baterista. O álbum foi lançado independentemente em 2005. Tinha perdido aquele ar de Nu Metal do EP anterior que deu lugar a vocais mais melódicos e baterias bem puxadas ao Jazz. Change, a ultima música do álbum não teria mais de uma parte mas Goddard não conseguiu finalizar a composição e então decidiu incluir o que faltava no álbum seguinte.
Destaque para as músicas:
Coté;
A própria Themata;
Shutterspeed, com um coral melodioso no refrão. Um dos singles do álbum;
Fear of the Sky (que está logo abaixo);
E a instrumental Scarabs.

Depois de uma grande turnê que passou também pela américa do norte eles voltam à Australia em 2008 para começar os trabalhos do novo álbum. Diferente de Themata, todos os integrantes participaram do processo criativo do álbum. Eles queriam ser mais livres, se preocupar menos com detalhes, fazer um álbum mais natural, com a cara do Karnivool. Sound Awake foi lançado em 2010 atmosférico e artístico como diriam que seria. Apesar da faixa Deadman ter mais de doze minutos a música acaba em pouco mais de dez minutos. O resto da faixa contém a primeira parte de Change (do álbum anterior) regravada.
Os destaques desse álbuns são:
Simple Boy, que tem um dos baixos mais welcoming que eu já ouvi;
A surpreendente Set Fire to the Hive, primeiro single do álbum e, segundo Goddard, é a ovelha negra do álbum e está logo abaixo;
Illumine;
A fantástica Deadman (uma das minhas preferidas);
A tão esperada segunda parte de Change.

Quando a banda voltou à Austrália para gravar seu terceiro álbum eles procuravam “um ponto de partida em Sound Awake mas sem perder os princípios da banda”. E, durante a turnê do álbum anterior Goddard anunciou que eles já teriam começado a gravar coisas novas, e já apresentava o primeiro single: The Refusal. Em maio de 2013 uma versão de estúdio de The Refusal foi ao ar na rádio australiana Triple-J. Em abril a banda anunciou que um clipe estava sendo gravado, mas não falaram qual era a música. Cerca de um mês depois todos viram e ouviram a música inédita, e uma das minhas favoritas, We Are. Logo depois a banda liberou tracklist e o nome do álbum: Assymetry. A banda descreveu o álbum como uma exploração do claro e o escuro.
Destaques para as faixas:
Nachash, que aprendi que se pronuncia “Narraxx” e eles disseram que foi a música mais divertida de gravar;
We Are, com o clipe tocante, que vocês podem ver logo abaixo; (Eu geralmente sou contra mostrar a cara da banda quando a apresento mas vale a pena.)
A “nova ovelha negra” The Refusal;
Aeons, com um baixo fabuloso que lidera a música do inicio ao fim;
E a música que vale o álbum: Sky Machine